{"id":993,"date":"2016-08-31T14:35:33","date_gmt":"2016-08-31T17:35:33","guid":{"rendered":"https:\/\/portal.economus.com.br\/?p=993"},"modified":"2019-02-05T09:37:44","modified_gmt":"2019-02-05T11:37:44","slug":"mulher-mercado-de-trabalho-e-desigualdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cms1.com.br\/backup\/mulher-mercado-de-trabalho-e-desigualdade\/","title":{"rendered":"Mulher, mercado de trabalho e desigualdade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O crescimento da participa\u00e7\u00e3o da mulher no mercado de trabalho \u00e9 uma transforma\u00e7\u00e3o estrutural na composi\u00e7\u00e3o de for\u00e7as e respons\u00e1vel por criar ambiente favor\u00e1vel para outras mudan\u00e7as na situa\u00e7\u00e3o de desigualdade de oportunidades.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/cms1.com.br\/backup\/\/media\/mulhertrabalho.jpg\" alt=\"\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As lutas que as mulheres enfrentam cotidianamente para superar as desigualdades de g\u00eanero envolvem, em diferentes momentos da hist\u00f3ria e contextos sociais, dramas, trag\u00e9dias e resist\u00eancias na fam\u00edlia, na escola, no trabalho, na comunidade, no partido, no sindicato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em meio a tantas adversidades, no entanto, houve avan\u00e7os em diversas quest\u00f5es, apesar de ainda estarmos muito, muito distante da situa\u00e7\u00e3o ideal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A luta pela equidade de g\u00eanero precisa ocupar os diferentes espa\u00e7os e dimens\u00f5es da vida. \u00c9 tarefa de todos e essencial na busca por uma sociedade em que haja liberdade, igualdade e justi\u00e7a na sociedade. Diversas pesquisas mostram como o caminho a ser percorrido \u00e9 longo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com recente trabalho do IBGE, em parceria com a Secretaria de Pol\u00edticas para as Mulheres e o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Agr\u00e1rio, usando dados do Censo de 2010, comparados aos de 2000, a participa\u00e7\u00e3o das mulheres com idade ativa (16 anos ou mais) no mercado de trabalho cresceu de 50% (2000) para 55% (2010), enquanto a participa\u00e7\u00e3o dos homens caiu de 80% para 76%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa diferen\u00e7a de participa\u00e7\u00e3o entre homens (76%) e mulheres (55%) indica que h\u00e1 um contingente potencial de mulheres que pode ingressar no mercado de trabalho e continuar respons\u00e1vel pelo vigor futuro da forma\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho do Pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O crescimento da participa\u00e7\u00e3o \u00e9 maior para aquelas com mais de 30 anos, assim como a participa\u00e7\u00e3o das que vivem nas cidades (56%) \u00e9 superior \u00e0 das que vivem no meio rural (46%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ingresso da mulher no mercado de trabalho \u00e9 uma transforma\u00e7\u00e3o estrutural na composi\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho e \u00e9 respons\u00e1vel por criar ambiente favor\u00e1vel para outras mudan\u00e7as na situa\u00e7\u00e3o de desigualdade de oportunidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A formalidade cresceu no mercado de trabalho brasileiro. Para as mulheres, o n\u00edvel de formaliza\u00e7\u00e3o passou de 51% para 58% e a dos homens de 50% para 59%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 prov\u00e1vel que o emprego dom\u00e9stico explique parte desse movimento menos intenso de formaliza\u00e7\u00e3o entre as mulheres, pois as trabalhadoras dom\u00e9sticas correspondiam a 15% das mulheres que trabalhavam (em 2000 eram 19%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O registro em carteira de trabalho cresceu de 37% para 47% da for\u00e7a de trabalho masculina e para a feminina, foi 33% a 40%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As mulheres estudam mais e t\u00eam maior n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o, mas possuem forma\u00e7\u00e3o em \u00e1reas que pagam menores sal\u00e1rios e ocupam postos de trabalho com menor remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 recorrente ainda observar sal\u00e1rios menores para mulheres que ocupam fun\u00e7\u00f5es id\u00eanticas \u00e0s dos homens. Em 2010, o rendimento m\u00e9dio era de R$ 1.587 para eles e de R$ 1.074 para elas, o que corresponde a 68% da remunera\u00e7\u00e3o masculina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As diferen\u00e7as diminuem nas maiores cidades e na maioria das capitais brasileiras. A remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia do Nordeste \u00e9 43% menor que a do Sudeste (R$ 881 contra R$ 1575).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O rendimento m\u00e9dio das negras ou pardas (R$ 727) representa 35% do rendimento m\u00e9dio do homem branco (R$ R$ 2.086). O rendimento m\u00e9dio das mulheres rurais \u00e9 de R$ 480, inferior ao sal\u00e1rio m\u00ednimo da \u00e9poca, de R$ 510.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No per\u00edodo analisado, dobrou o n\u00famero de domic\u00edlios que tinham as mulheres como respons\u00e1veis. Em 2000, eram 11 milh\u00f5es (24,9%), em 2010, eram 22 milh\u00f5es, o que corresponde a 38,7% dos domic\u00edlios comandados por mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas fam\u00edlias de casal com um filho, as mulheres s\u00e3o chefes em 24% dos casos (e 23% nos casos de fam\u00edlias sem filhos). Elas s\u00e3o ainda respons\u00e1veis por 87% das fam\u00edlias formadas por respons\u00e1vel sem c\u00f4njuge e com filho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O emprego e a renda s\u00e3o dois componentes que criam condi\u00e7\u00f5es para que as mulheres se libertem das incont\u00e1veis situa\u00e7\u00f5es de opress\u00e3o e humilha\u00e7\u00e3o que vivem na rela\u00e7\u00e3o com os homens, o que lhes t\u00eam acarretado o \u00f4nus do cuidado dos filhos e, na maior parte das vezes, dos idosos. O rendimento das mulheres tem crescente participa\u00e7\u00e3o na renda familiar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por essa situa\u00e7\u00e3o relacionada ao cuidado dos filhos e para promover a igualdade de condi\u00e7\u00f5es de inser\u00e7\u00e3o da mulher no mercado de trabalho, \u00e9 fundamental que as pol\u00edticas p\u00fablicas universalizem o direito de acesso \u00e0s creches, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o infantil, b\u00e1sica e m\u00e9dia, todas em tempo integral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por Clemente Ganz L\u00facio<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: http:\/\/brasildebate.com.br\/<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cms1.com.br\/backup\/\/media\/carimbo.png\" alt=\"\" border=\"0\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O crescimento da participa\u00e7\u00e3o da mulher no mercado de trabalho \u00e9 uma transforma\u00e7\u00e3o estrutural na composi\u00e7\u00e3o de for\u00e7as e respons\u00e1vel por criar ambiente favor\u00e1vel para outras mudan\u00e7as na situa\u00e7\u00e3o de desigualdade de oportunidades. 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